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Archive for the ‘Museus’ Category

Mitologia egípcia – uma introdução

Por: Nathaly Felipe Ferreira Alves

Este é o primeiro post que versará sobre a cultura egípcia da Antiguidade.

Abu Simbel

A civilização egípcia e sua grandiosidade encantaram os antigos, influenciando, ainda que, às vezes indiretamente, a cultura religiosa e científica dos gregos – berço da civilização ocidental – como alguns gostam de apontar. O fascínio exercido pelo Egito e seus mistérios tem, contudo, atraído muito atenção e consideração mesmo hodiernamente.

A história do Egito remonta a 3000 a. C., com o que os historiadores denominam de “as grandes dinastias”, período imperial em que o poder faraônico preponderava. Menes foi o primeiro faraó, importantíssimo ao império. Fundador da cidade de Menfis, Menes delimitou as fronteiras territoriais do país (que na Antiguidade, estendiam-se do Sudão atual até o Mar Mediterrâneo), bem como construiu templos destinados a Hórus, a Ísis e a Osíris.

Existe uma linha de pesquisa que crê em uma gênese mais antiga da civilização do Egito. Tal raciocínio alega que ela existiria desde o desaparecimento dos atlantes, atribuindo ao fenômeno a data de 12.000 atrás.

A soberania dos faraós se extinguiu em 525 a. C., ano em que o Egito foi incorporado ao Império Persa. A partir deste

Pedra de Roseta - encontrada na cidade de Roseta, no Egito, esta pedra contém a chave para a decifração dos hieróglifos (escritos sagrados). No final do século XIX, o francês Champollion, considerado o pai da Egiptologia, decifrou seu conteúdo a partir da comparação do copta com o demótico e grego antigo (idiomas encontrados na inscrição). A Roseta traz a mensagem de sacerdotes que elogiam a honradez e a probidade de uma faraó. Abaixo da mensagem, há uma instrução: a informação da pedra deve ser disseminada pelo mundo. Daí, advém a tradução em grego e demótico, para a sorte do francês Champollion.

 momento, a nação das pirâmides estava fadada a sofrer inúmeras invasões. Em 332 a. C., Alexandre Magno anexou o país à Grécia. O domínio grego durou cerca de 300 anos e foi responsável por uma intensa troca cultural, como se mencionou anteriormente.

Em 30 a. C, Roma e suas belicosas legiões invadiram o Egito, que permaneceu como província romana até 395 d. C. Mesmo ano em que o país passou ao domínio do Império Bizantino. Em 640 da nossa era, ocorreu a invasão árabe que perdurou até 1517 e redefiniu a religião dos egípcios até os dias atuais: a mensagem maometana tem vez e voz. Já em 1517, o Egito é subjugado ao poderio turco.

Mesmo Napoleão, grande admirador da cultura dos faraós, ocupou durante dois anos o país (após vencer os turcos em 1798). Em 1882, a Inglaterra conquistou o território egípcio, criando o “Protetorado Britânico”. Finalmente em 1953, é fundada a República do Egito.

Situado praticamente dentro do deserto do Saara, o Egito possui até hoje um verdadeiro presente dos deuses que permite à população viver a sua volta, assim como permitiu florescer a rica cultura das antigas dinastias: o rio da Vida, o Nilo (que, curiosamente, corre de Norte a Sul e não de Leste a Oeste, como se observa em outros rios).

Manancial infindável da imaginação, o Egito divide com a humanidade sua cultura intensa e reveladora. Em um futuro post, falaremos um pouco mais sobre o Mitologia dos Egípcios e da sua visão de mundo.

Até lá!

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Reconhecimento mundial: Considerado um dos artistas mais famosos e versáteis, Picasso  (25/10/1881 – 8/04/1973) foi reconhecidamente um dos grandes Mestres da Arte do século  passado.

Co-fundação do Cubismo: Aliado a Georges Braque, Pablo Picasso criou a estética cubista, à  esteira das correntes  vanguardistas europeias da 1ª metade do século XX. O próprio Cubismo  tornou-se um dos expoentes da Arte Moderna.

Explosão criativa: Criador de milhares de trabalhos, o pintor espanhol demonstrou interesse  em  outros setores das Artes Plásticas, tais como a escultura (com os mais variados materiais) e  o trabalho com a cerâmica.

Períodos

Sua obra pode ser concatenada por meio da classificação em períodos. O primeiro período é chamado Azul, pois consiste em obras taciturnas em que predominam os tons de azul e de verde azulado. A tônica desta fase sombria de Picasso é dada pelas viagens que fazia pela Espanha em sua face marginal (prostitutas e mendigos) e pela morte de seu amigo Carlos Casagemas.  Além desta faceta triste, outro tema recorrente do Período Azul (1901 – 1904) são artistas circenses. Em  especial, a figura do arlequim, que seria tão utilizada pelo pintor, seu símbolo.

La Vie: obscura alegoria da morte do amigo Casagemas.

O Período Rosa (1905 – 1907) se caracteriza por uma temática mais alegre, com predominância de rosa e de laranja. Os arlequins, nesta fase, fazem-se ainda mais presentes.

Picasso começou a se inspirar na África no Período chamado de Africano (1907 – 1909). As ideias desta fases levaram-no, gradativamente, ao que se convencionou chamar de Cubismo.

Les Demoiselles d'Avignon

Cubismos

Cubismo Analítico (1909 – 1912) – predomínio de tons marrons monocromáticos. Analitismo das formas geométricas.

Cubismo Sintético (1912 – 1919) – composições feitas a partir de colagem nas telas.

O “retorno à ordem”

Depois da 1ª Guerra Mundial, Picasso produz obras de teor neoclássico. Esta “volta” às reminiscências da pintura acadêmica se revela uma tendência de vários outros artistas também.

Surrealismo e o Minotauro

Os ares dos anos 30 trazem consigo o ideário surrealista. Picasso, influenciado pela nova estética adquire um novo símbolo: o Minotauro. Advinda da mitologia e dos sonhos, essa também fará parte de uma das obras mais conhecidas do pintor.

Guernica: protesto contra o bombardeamento alemão em Guernica, cidade espanhola.

Sugestão de filme sobre Pablo Picasso:

Os Amores de Picasso

Título original: (Surviving Picasso)

Lançamento: 1996 (EUA)

Direção: James Ivory

Atores: Anthony Hopkins , Natascha McElhone , Julianne Moore , Joss Ackland , Dennis Boutsikaris

Duração: 125 min

Gênero: Drama

Post publicado por: Nathaly Felipe Ferreira Alves

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O Realismo Literário

O termo “realismo” surgiu primeiramente na França, quando Champfleury (pseudônimo de Jules Fleury-Husson) editou em 1857 um conjunto de ensaios escritos desde 1843, em que já se manifestava a doutrina realista. Durante este mesmo período, a revista intitulada Le Rèalisme circulava pelo ambiente intelectual francês.  Madame Bovary, de Gustave Flaubert, no entanto, foi, didaticamente, o marco inicial deste estilo literário, configurando-se como o “trunfo do Realismo em França” (COUTINHO: 185,1988).

“Realismo”, em essência, é o vocábulo que indica a predileção pelos fatos e a inclinação para enfrentar a realidade tal como ela se apresenta. Pensando na literatura, o Realismo é opositor ao Idealismo (e em extensão, ao Romantismo).

Embora diferentes em muitos sentidos, Realismo e Romantismo são manifestações literárias complementares, não

Autor de Memórias Póstuma de Brás Cubas, Machado de Assis é considerado o inaugurador da estética realista na literatura brasileira.

Autor de Memórias Póstuma de Brás Cubas, Machado de Assis é considerado o inaugurador da estética realista na literatura brasileira.

totalmente antagônicas – vide as palavras de Afrânio Coutinho: “Realismo e Romantismo propendem para o mesmo alvo, continuam-se em vez de se oporem.” (COUTINHO: 186,1988).

Como já dito anteriormente, o Realismo se contrapõe, em alguns aspectos, ao Romantismo. Desta forma, nega a manifestação do sentimento, o subjetivismo, priorizando a objetividade. Théophile Gautier disse a respeito disso: “sou um homem para quem o mundo exterior existe”. (GAUTIER: 167, 1994). Se o foco dos românticos era a centralização de todos os acontecimentos no sujeito, para os realistas o importante será a universalidade.

            Há uma forte tendência em negar os sentimentos. Entende-se, então, que os escritores de fins do século XIX deixaram os temas metafísicos, preocupando-se com as questões materiais.

            Dado o caráter “real” do movimento, existe a preocupação em retratar de modo fiel as personagens realistas. Aliás, o enredo será direcionado conforme a ação delas. O Realismo as interpreta (isso nos permite supor, assim, um elo entre o estilo de época e a psicologia).

 

O Realismo na Pintura:

Deixando de lado temas mitológicos, bíblicos ou históricos, a pintura realista teve como objetivo a criação da realidade imediata e não imaginada. Como consequência deste “retorno ao real” os artistas tornaram-se mais engajados politicamente. Quanto ao desenvolvimento artístico, o Realismo dá origem a uma manifestação “diferente”: o Impressionismo.

Os quebradores de Pedra, de Gustave Courbet. Este pintor é considerado o criador do Realismo Social na pintura.

Os quebradores de Pedra, de Gustave Courbet. Este pintor é considerado o criador do Realismo Social na pintura.

 O Realismo na Escultura:

Apesar de avessa a algumas das premissas realistas, a manifestação dos escultores não foi fiel à idealização da realidade. Eles faziam a recriação dos seres tais como eles são.

Rodin: Realista ou Impressionista?

A mão de Deus

A mão de Deus

O Beijo

O Beijo

Será que “O Beijo” teve por inspiração  Camille Claudel?
Aluna e Amante de Rodin, dizem que ela era tão boa ou melhor que o mestre. O que temos certeza é que foi fonte de inspiração do escultor durante anos.
Aluna e Amante de Rodin, dizem que ela era tão boa ou melhor que o mestre. O que temos certeza é que foi fonte de inspiração do escultor durante anos.

 

                     
♦Nathaly Felipe Ferreira Alves♦  
           

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A arte antes do século XX era uma coisa. No começo do século XX a arte se transformou em outra coisa. Junto às vanguardas estéticas europeias, surgiu toda uma nova maneira de encarar a arte. Aquela arte como “imitação da natureza” (mímese), vista na pintura figurativa, na escultura, e até mesmo na literatura naturalista caía por conta de novas formas como a fotografia e o cinema. A arte começou a se debruçar sobre si mesma, começou a tratar da própria arte, numa postura de metalinguagem. O ato criativo tomou a frente nos interesses dos artistas, e a ideia ganhou destaque frente à plasticidade. Desta forma, a arte residia na concepção do artista, na própria ideia de compor, não no objeto, nem nas impressões que este causava. Uma posição de contestação à própria ideia que se tinha sobre o que era arte.

O contexto era o das guerras mundiais. Haveria possibilidade de arte ante a banalização da condição humana e os horrores da guerra, meu Deus?
Dizem que o grande expoente desta escola é o Marcel Duchamp, quando resolveu pôr um vaso sanitário como atração de museu. Chamou-se aquilo de ready-made, ou seja, um objeto já existente, que perdeu sua função original e ganhou status de arte. O mesmo vale para a roda de bicicleta. A arte, aí, não reside no vaso ou na roda em si, mas na concepção do artista em tirar o vaso do banheiro e colocá-lo no museu, para admiração boquiaberta de todos.

A "Monalisa" de Duchamp

Em 1919, Duchamp expôs uma reprodução da Gioconda de Da Vinci desenhando bigodes nela, e batizou a obra de LHOOQ (que significa Elle a chaud au cul, algo como "Ela tem fogo no rabo", em português). Dessacralização da Arte.

Sim, a Arte Conceitual tem a ver com o Dadaísmo.

E mais: daí deu-se a surgir outras manifestações que preconizavam a ideia anterior ao objeto. Você sabe o que é um happening?

Happening é uma manifestação artística pentencente às Artes cênicas. Happening é um “acontecimento”. Imagina, você tá na fila do dentista, de repente entram três atores vestidos de Pierrô, Arlequim e Colombina contracenando Macbeth. Pode ser pior: eles podem pedir a participação interativa da plateia. Ou então: Você está no trem, mais exatamente no Brás, às 6 da tarde, quando entra no seu vagão um mendigo com cheiro de pinga ensaiando o solilóquio de Hamlet (ou recitando Drummond). Nestes casos, amigo, Shakespeare seria o de menos…

As instalações são outra forma de Arte Conceitual. São essas que mexem com a cabeça do cidadão desavisado que vai ao museu. Já vi desde uma reprodução de um corpo em putrefação pendurado numa sala de museu até um terço de oração em formato fálico. Predomina a idéia, repito, não o objeto. Há um quadro (tentei encontrar pra postar aqui) de uma pintora brasileira que reproduziu uma mulher atormentada na pintura. Mas a tela estava rasgada ao meio. Foi por meio da materialidade do suporte (tela) que a artista representou a ideia do rasgo interno da personagem que criou. Loucura, né? Não é exatamente Arte Conceitual, mas ela se valeu do conceitualismo para causar uma sensação.

Retrato de Iris Clert, de Rauschenberg. O artista escreveu um telegrama dizendo: "Este é um retrato de Iris Clert, se eu disser que é".

Retrato de Iris Clert, de Rauschenberg. O artista escreveu um telegrama dizendo: "Este é um retrato de Iris Clert, se eu disser que é".

Eu lembro de uma música dos Ramones onde Joey cantava: “Second verse, same as the first!”.

E a Arte Conceitual na literatura? Tem quem fale no cerebrismo de James Joyce, mas acho que todos aqueles autores que escreviam sobre o próprio ato de escrever já criavam terreno pro conceitualismo na literatura. Sim, o Machado de Assis é um exemplo. Memórias Póstumas, pra mim, é um livro moderno. Mas ainda não era Arte Conceitual. O exemplo que me vem agora é o de um trecho do André Sant’Anna, contemporâneo, cujo personagem, no meio do conto, diz algo mais ou menos assim: “Eu não sou um policial. Sou uma personagem em terceira pessoa criada pelo escritor…” etc. Eu acho fantástico. Algumas crônicas do Verissimo trazem bem latente esse estilo de expressão, certamente herança de Borges, a quem lia muito e muito. Há uma crônica do Leon Eliachar (não encontrei) que fala sobre como se cria uma crônica, e do que a crônica não deve falar. Há quem escreva em muros, na pele, etc. Uma atitude espelhada e caleidoscópica de arte.

Ainda no reino impenetrável das palavras, após a Arte Conceitual começamos a contar com as palavras nas telas dos artistas, participando ativamente da significação dos quadros. Vide Magritte.

Espelho Mágico, de René Magritte, 1929. A figura traz um espeho, onde se lê: "Corpo humano".

Espelho Mágico, de René Magritte, 1929. A figura traz um espeho, onde se lê: "Corpo humano".

Alguns poemas do Drummond falam sobre o ato artístico, e podemos dizer que esse cara foi o vanguardista da metalinguagem na poesia brasileira.

Que mais? Acho que só. Há um livro-base pra quem quer saber um pouco mais sobre Arte Conceitual, está disponibilizado gratuitamente no Google Books, em clicando-se aqui.

Perdoem-me se falei alguma besteira, não sou especialista no assunto, apenas um curioso. Mas a ideia foi boa, vai dizer que não?!

Instalação de Joseph Kosuth, chamada One and Three Chairs, 1965. O artista expõe uma fotografia de uma cadeira, uma definição de dicionário e a própria cadeira. Peraí, o que é mesmo "realidade"?

Instalação de Joseph Kosuth, chamada One and Three Chairs, 1965. O artista expõe uma fotografia de uma cadeira, uma definição de dicionário e a própria cadeira. Peraí, o que é mesmo "realidade"?

Eu mesmo já fiz muitas obras conceituais, mas elas ainda não saíram do campo da ideia.


(da mesma forma que a palavra peixe não é um peixe, nem tem cheiro de [sic])

Lucas de Sena Lima, o bonzão.

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Boa Viagem!!!

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo*
Por Paula Cristina

Se há algo que nos encanta, esse algo é o passado e seu mistério contido em cada ruína, cada pedra, cada poeira. É por isso que não é de duvidar que as Sete Maravilhas do Mundo Antigo sejam motivos de vislumbramentos de milhares de pessoas. Muitas informações nos chegaram meio que “amassadas”, feito um quebra-cabeças e a resposta é o sublime encanto. O que temos são registros, falas de outrem, suposições, mas ninguém sabe ao certo o que foram, como eram e o que aconteceu: tudo é um grande mistério.
O ser humano deixa-se levar pela mágica do oculto. Mergulhar em buscas de respostas pode ser uma longa e infinita viagem…,mas que pode valer a pena.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo são:
1) A Grande Pirâmide de Gizé
2) Os Jardins Suspensos da Babilônia
3) A Estátua de Zeus em Olímpia
4) O Templo de Ártemis em Éfeso
5) O Mausoléu de Halicarnasso
6) O Colosso de Rodes
7) O Farol de Alexandria

Vale ressaltar que esta lista só foi estabelecida apenas durante o Renascimento, a época em que o passado assume total importância e estudiosos almejam alcançar a origem, a essência das coisas.

As Pirâmides

As Pirâmides de Gizé

As Pirâmides de Gizé

As pirâmides são comumente tratadas como ambientes funerários de grandes faraós. Mas há muitos mistérios na Grande Pirâmide de Gizé… Muitos falam da energia que lá se encontra, do sistema perfeito de ventilação, das inscrições nas paredes, da polegada piramidal e o maior de todos os maravilhamentos: como foram construídas?

A Grande Pirâmide ou Kéolps até o século XIX foi a mais alta construção do mundo! (perdendo apenas para a Torre Eiffel, França). Ou seja, há mais de 4 mil anos, mesmo sem a “tecnologia moderna”, ela ainda se mantém secretamente como o grande monumento de todos e, sem duvida, um dos mais intrigantes também.
Há registros, como o Papiro Real de Turim, que informam que a pirâmide demorou cerca de 23 anos para ser construída, e sabe-se hoje que seu peso total é de 6 milhões de toneladas e a altura corresponde a um edifício de 40 andares.
Uma das entradas da Grande Pirâmide está voltada para o norte, de frente para as estrelas polares, como manda a tradição religiosa do Reino Antigo. Para alguns estudiosos, essa “tradição religiosa” não estaria ligada aos rituais funerários, mas a uma espécie de iniciação, ligada à evolução do ser humano.
Na visão destes, ela é a chave da história do passado e do futuro do mundo. Assim diz um antigo provérbio árabe: “O homem teme o Tempo, mas o Tempo teme as pirâmides”.

 

Os Jardins

Os jardins em homenagem à esposa de  Nabucodonosor

Os jardins em homenagem à esposa de Nabucodonosor

Atualmente, a região da Babilônia é o Iraque. O reino da Babilônia ficou conhecido durante o reinado de Hamurabi, que formulou Código de Leis guardado hoje no Museu do Louvre. Uma das leis é “Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte”. Já imaginou como seria nos nossos tempos essa lei?

jardins%20da%20babilonia1Os belos jardins são atribuídos ao rei Nabucodonosor, que teria feito os jardins para a esposa, que trouxera de Media. As informações que temos dos jardins são registros de historiadores gregos que relataram sobre o que ouviam dos jardins. Um deles é Berossus, que nos diz que no jardim Nabucodonosor havia pedido que plantassem todos os tipos de plantas e a arquitetura deveria parecer-se com uma montanha. Daí, falarmos em jardins suspensos, pois o terreno cultivado ficava acima das cabeças dos curiosos. Não há registros de quando os jardins teriam sido destruídos.

 

Zeus

Zeus ou Júpiter é quem impera em Olímpia, local de veneração dos gregos. Região também de muitas competições de atletismo

zeusA estátua foi construída por Fídias em V aC, que segundo Cícero – orador romano I AC, tinha visão perfeita para a beleza e conseguiu, portanto, esculpir o próprio deus.
Zeus foi retratado sentado com 12m de altura com a cabeça quase encostada no teto, dando a impressão de que o templo desmoronaria, caso Zeus se enfurecesse e resolvesse se levantar. Tal arte revela o tamanho da admiração que o povo mantinha pelo grande-deus.
Em 462 dC, a estátua foi destruída devido ao incêndio em Constantinopla (local em que a estátua foi transportada). É comum atribuir o incêndio de Constantinopla á fúria de Zeus.

 

Ártemis ou Diana
Éfeso é a atual Turquia. O templo foi construído em homenagem à deusa da caça em 550 aC. Suas 127 colunas eram imperiosas e no templo aconteciam rituais. Foi destruído pelos ostrogodos em 262 dC, restando apenas ruínas.

Templo de Ártemis (ou Diana)

Templo de Ártemis (ou Diana)

 

 

O Mausoléu

Mausol%C3%A9u+de+HalicarnassoO Mausoléu de Halicarnasso era o monumento funerário de Mausolo. Era um monumento belíssimo e que fora esculpido por quatro artistas: Scopas no lado leste, Bryaxis no norte, Timoteus no sul e Leocares no oeste.
Alguns estudiosos atribuem a Artemísia a grande obra. Ela teria solicitado que construíssem um requintado mausoléu para seu irmão-marido.
(Há dúvidas, entre os historiadores, se Mausolo teria sido seu irmão ou não).

 

 

Rodes

Hélios, o deus-sol

Hélios, o deus-sol

A gigante estátua de Hélios, o deus-sol fora colocado em Rodes, esculpida por Chares, de Lindos. A ilha de Rodes era um ponto de encontros marítimos e foi por muito tempo dividida em 3 territórios: Talysos, Lindos e Kamiros.rodes
Em 408 aC as cidades se uniram para construir uma capital comum: Rodes.
Os rodienses muito se esforçaram para ver o deus-sol brilhar onipotente no céu, mas em 226 aC um terrível terremoto abalou toda a cidade e fez ruir o Colosso.
Por isso, em muitas ilustrações, vemos a cabeça de Hélios caída no terreno perto ao mar.

 

O Farol

Farol de Alexandria

Farol de Alexandria

Alexandre, o Grande, ao chegar na ilha de Pharos ordenou que fosse construída uma nova cidade, Alexandria.
Foi construído em frente ao porto de Alexandria (cidade que muito alimenta nossa curiosidade com sua fantástica biblioteca), por volta de 297aC.
O fantástico de se saber é que a luz era fornecida por uma enorme fogueira e a “luz” provida da fogueira era refletida através de espelhos colocados em locais específicos.
O farol foi tão importante que foi representado em dracmas, unidade monetária e moeda da Grécia.
Havia três andares: a base, o segundo onde no topo podia se ver tritões soprando suas trompas e no último Zeus Soter segurando um cetro.

A famosa biblioteca sofreu um incêndio “acidental” quando Julio César tomou Alexandria, e em 391 foi novamente incendiada por cristãos.

Os terremotos de 956, 1303 e 1323 acabaram por destruir o grandioso farol, que deveria medir cerca de 117 metros.
Há estudiosos que dizem que o farol foi completamente destruído com o terremoto em 1303 por causa de um manuscrito conservado no monastério de Montpellier, afirmando que em 08 de Agosto de 1303 nada mais havia do Farol de Alexandria.

Espera-se que essa viagem ao passado possa despertar a vontade de se estudar tais mistérios e buscar as grandes perguntas que ainda hoje persistem, e mais, a de olhar para a planície de Gizé e lembrar: “O homem teme o Tempo, mas o Tempo teme as pirâmides”, pois dentre as maravilhas do mundo antigo foi a única que venceu o tempo e os desastres.

____________________________
* Recomendo para essa viagem o livro As Sete Maravilhas do Mundo Antigo, de Peter A Clayton e Martin J Price, publicado em 2003 pela Ediouro e traduzido por Maria Inês Duque Estrada.
Outras recomendações: – O poder secreto das pirâmides, Bill Schul e Ed Pettit. Editora Record.
O poder psíquico das pirâmides, Bill Schull e Ed Pettit. Editora Record.
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo – Fontes, Fantasias e Reconstituições”, lançado pela Edições 70 (Coimbra), org. por José Ribeiro Ferreira e Luísa de Nazaré Ferreira.

 

PAULA CRISTINA

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Three sisters

"Three sisters", de Léger

A exposição Fernand Léger: relações e amizades brasileiras retraça a presença de sua obra entre nós. Ao mesmo tempo, apresenta uma síntese da trajetória do artista, enfocando a diversidade e o interesse de suas pesquisas plásticas, que rumam em direção à arquitetura, à decoração, à fotografia e ao cinema.

Mesmo sem nunca ter estado pessoalmente no Brasil, Fernand Léger (1881-1955) é o artista francês da primeira metade do século XX que mais esteve envolvido com o Brasil, seja por meio de amizades estabelecidas ao longo de sua vida com artistas e intelectuais brasileiros, seja pela presença de trabalhos de sua autoria em exposições marcantes que ocorreram em São Paulo ao longo do século XX, tais como a I Exposição de Arte Moderna, organizada pela Sociedade Pró-Arte Moderna – SPAM, em 1933, a mostra inaugural do Museu de Arte Moderna, em 1949, ou as três primeiras edições da Bienal, em 1951, 1953 e 1955, sendo que nesta última recebeu o Grande Prêmio, poucos dias antes de falecer.

A Família de Tarsila do Amaral

"A Família", de Tarsila do Amaral

De todos os brasileiros que tiveram contato com Léger, foi Tarsila do Amaral quem mais se contagiou por suas idéias estéticas. Durante algumas semanas no segundo semestre de 1923, a brasileira frequenta o ateliê de Léger, quando pinta Estudo (Academia no 2), muito semelhante em termos de composição a La tasse de thé de Léger, pertencente à coleção da artista à época. Em 1924 e 1925, as telas da fase paubrasil – como Carnaval em Madureira –  também têm como referência trabalhos de Léger, produzidos no início da mesma década.

Em cartaz até o dia 07 de junho de 2009.

Pinacoteca do Estado | Praça da Luz, 2 – 11 3324 1000
Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h | R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia).

Grátis aos sábados

Retirado de:http://www.pinacoteca.org.br/img/textos_da_exposicao.pdf

CAROLINA CECATTO

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