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Archive for the ‘ciência’ Category

                       Autismo Infantil e Síndrome de Asperger compõem o espectro autístico e se caracterizam pelos impedimentos graves nas áreas de interação social, comunicação verbal e não-verbal e outros interesses. No entanto, é preciso ressaltar algumas diferenças presentes em cada um dos transtornos.

                        Em 1943, Kanner propôs a definição “Distúrbio Autístico do Contato Afetivo” (Autismo Infantil) com as seguintes características: perturbações das relações afetivas com o meio, solidão extrema, inabilidade no ato da comunicação, presença de potencialidades cognitivas, aspecto físico normal, rituais (estereotipias), início precoce e incidência predominante no sexo masculino.

                        Sabe-se que em indivíduos autistas existe uma incapacidade na identificação, compreensão e na atribuição de sentimentos e intenções, o que ocasiona prejuízo nas relações interpessoais.

                        Em 1944, o estudioso Asperger definiu “Psicopatia Autística” (Síndrome de Asperger) como um distúrbio com severos problemas de interação social. Depois foi descrita com um transtorno de prejuízos específicos nas áreas da comunicação, imaginação e socialização. Também depois conhecida como a “síndrome do gênio autista”.

                        Para diferenciar um transtorno do outro foram considerados dois critérios importantes: período de aquisição da fala e a idade de identificação do diagnóstico.

                        A Síndrome de Asperger distingue-se do Autismo Infantil pelo fato de não de não se verificar retardo ou alteração significativa da linguagem, bem como do desenvolvimento cognitivo, embora os indivíduos apresentem dificuldade de reconhecimento de regras convencionais da conversação e uso restrito de sinais não-verbais, como o contato visual, expressão facial e corporal. Vale lembrar que não há uma idade “certa” para a manifestação desta síndrome, diferentemente do Autismo Infantil que é manifestado antes dos 3 anos.

                        É preciso que haja buscas por conceitos e critérios diagnósticos mais precisos, tendo em vista a dificuldade dos estudiosos em classificarem esses transtornos globais do desenvolvimento e, além disso, que intervenções adequadas possam ser identificadas tanto no caso de Autismo Infantil quanto no de Síndrome de Asperger.

http://www.youtube.com/watch?v=rloNvRuzwzE. Vejam esse matéria sobre Síndrome de Asperger publicada no Fantástico (Globo) sobre Glenn Gould, pianista com Síndrome de Asperger e um dos melhores representantes da música de Bach.

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PAULA CRISTINA

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Fonte: Artigo: “Uma breve revisão histórica sobre a construção dos conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger”, por Ana Carina Tamanaha, Jacy Perissinoto, e Brasília Maria Chiari (2008).

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Por Nathaly Felipe Ferreira Alves

Método Indutivo: Esta metodologia mostra-se totalmente inversa, se comparada à dedutiva. A primeira tem base no empirismo, na experiência, partindo do particular para o genérico; a segunda, no entanto, emerge-se da lógica, tendo como foco principal o geral que se comprime paulatinamente ao específico.  Sendo assim, um indutivista prega que a “generalização não deve ser buscada aprioristicamente, mas constatada a partir da observação de casos concretos suficientemente confirmadores dessa realidade”.

Nesse método, partimos da observação de fatos ou fenômenos cujas causas se desejam conhecer. Depois, procuramos cotejá-los a fim de que possamos descobrir as relações existentes entre eles. Finalmente, realizamos a universalização, baseando-nos na relação que se verifica entre os fatos ou fenômenos.

Dessa forma, “as conclusões obtidas por meio da indução correspondem a uma verdade não contida nas premissas consideradas, diferentemente do que ocorre com a dedução. Assim, se por meio da dedução chegamos a conclusões verdadeiras, já que baseadas em premissas igualmente verdadeiras, mas, por meio da indução, alcançamos conclusões que são apenas prováveis.”

O raciocínio indutivo e, consequentemente seu método, influenciaram fortemente o pensamento científico. Bacon, Hobbes, Locke, Hume, empiristas e, portanto indutivistas criam que o conhecimento se baseia somente na experiência, sem levar em consideração preceitos preestabelecidos.

"Eu descobri que, quando você quer saber a verdade sobre alguém, esse alguém é possivelmente a última pessoa para quem se deve perguntar". Dr. House.

Nota: Dr. House é uma série médica americana, criada por David Shore e exibida originalmente nos EUA pela Fox desde 2004. House é um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau-humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes,  comportamento anti-social, já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles. O método indutivo é na maioria das vezes a chave para a descoberta de diagnósticos e soluções para House.

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