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Posts Tagged ‘inclusão’

por: Carolina Cecatto


“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

Antoine Saint-Exupéry

 

Hoje em dia muitas pessoas podem contar com o braille, utilitária linguagem criada pelo francês Louis Braille em favor dos deficientes visuais. Desde 1824, ano em que o sistema foi concluído, até os dias atuais, esse é considerado ainda o método essencial para um deficiente visual poder se comunicar via escrita.

Há outros meios de um deficiente visual estabelecer e possuir uma autonomia na comunicação. Existem programas de computador, como o DOSVOX, que, basicamente, realiza através de uma voz sintética a leitura de textos, por exemplo. Há ainda os livros falados, que leem revistas, livros etc. Geralmente, o livro falado é distribuído em CD’s.

Existem também os instrumentos que auxiliam o deficiente visual na feitura do texto braille. Os cegos usam a reglete e a Perkins (máquina de datilografar específica) para elaborar o braille de imediato, quando não há a possibilidade de impressão. As impressoras braille e as máquinas Perkins ainda não são os instrumentos mais populares, no entanto, em instituições especializadas é possível encontrá-los.

A leitura do braille chega a ser tão habitual para alguns deficientes visuais que muitos deles chegam a ler cerca de duzentas palavras por minuto. E não é nada muito complicado de entender, não. Requer apenas concentração e tempo para memorizar os caracteres. Agora entenda um pouco mais como funciona a disposição dos caracteres no momento de decodificação tátil dos cegos:

 



Esta é uma cela ou célula braille ainda vazia, que indica apenas um caractere. A numeração ao lado dos pontos indica a ordem em que eles devem ser citados para a decodificação do caractere.

 

 

Se um deficiente escrever em sua Perkins a palavra “sol”, vai fazer desta forma:

Os pontos escuros referem-se aos pontos em relevo no braille.

 

Para redigir essa palavra (sol) o deficiente visual usou os pontos 2, 3 e 4 na 1ª cela; 1, 3 e 5 na 2ª cela; e 1, 2 e 3 na 3ª cela. Essa é uma forma muito comum de se comunicar cada símbolo braille, citando os pontos que o compõem, na sequência em que aparecem nesta composição.

Aqui fica um pedaço do universo braille compartilhado. Existem inúmeras tecnologias para facilitar a mobilidade dos cegos, pra proporcionar a eles mais autonomia e inclusão. O braille é um referencial no mundo do deficiente visual. Esses pontinhos, quando apreendidos, têm o poder de ampliar muito o repertório e a realidade, inclusive dos que enxergam.

 

Sites sobre braille:

Aprender o braille virtualmente – USP.

Fundação Dorina Nowill Para Cegos.

Senai – Apresentação do braille.

Entrevista com Dorina Nowill.

 

 

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